Já estamos praticamente na semana em que começam a acontecer os shows de Paul McCartney no Brasil em Porto Alegre (dia 13 de outubro), São Paulo (15), Belo Horizonte (17) e Salvador (20). O clima é de festa entre os fãs, mas há uma realidade nem tão festeira: embora fosse divulgado que os shows de POA e SP estivessem esgotados, esse ano a dificuldade foi muito grande e essa afirmação não é verdadeira. Em BH e SSA as vendas foram e estão sendo muito fracas. Nesses casos, até mesmo o famoso site pechincheiro Peixe Urbano já está vendendo ingressos muito mais baratos do que os fãs pagaram há alguns meses. Isso mesmo! Por incrível que pareça, Paul McCartney tem tido dificuldade para esgotar os estádios no Brasil, ao contrário do que aconteceu entre 2010 e 2013! Para se ter idéia, até mesmo nos shows de Porto Alegre e São Paulo, onde supostamente os ingressos estavam esgotados, haviam ingressos tanto nas mãos dos cambistas quanto nas bilheterias, isso já na hora de começar o show! Em BH e Salvador deve ter ainda mais.

E qual a razão pra isso estar acontecendo?

A verdade é que, desde a última vinda ao Brasil, em 2014, o eterno beatle não vem trazido pela empresa de sempre, a PlanMusic, dirigida por Luiz Oscar Niemeyer, e sim por uma empresa de venda de ingressos chamada Time 4 Fun (ou T4F, como é divulgada na publicidade). Claro que qualquer produtor ou empresa visa lucro, mas na época da PlanMusic, o empreendimento era erguido por um legítimo fã (no caso, o próprio Niemeyer), apoiado por uma equipe de pessoas sintonizadas com o público. Já a empresa atual é, essencialmente, uma negociante, mercenária, egoísta e negligente. Não distribui cartazes, outdoors ou anúncios em publicações, limitando-se apenas ao básico do básico, que é a publicidade no site oficial e redes sociais; não agrada os fã-clubes, sites dedicados aos Beatles e nem mesmo a imprensa musical, paparicando apenas a chamada “grande imprensa”.

Enquanto a empresa anterior mantinha uma equipe especial só para cobrir a movimentação entre os fãs em torno do show (alimentando o site PaulinBrazil), essa não faz nada, nada, nada que facilite a informação. Até mesmo o interesse deles, que é a venda de ingressos, não é acompanhada de informação precisa, deixando os fãs com dezenas de dúvidas, expressas em milhares de posts nas principais redes sociais. No passado, fãs tradicionais como por exemplo, a pernambucana Claudia Tapety, foram visitadas pela equipe de produção, que a entrevistaram e filmaram sua casa, que é um verdadeiro templo de culto aos Beatles. Hoje, se você não pesquisar muito, não encontra sequer fotos e peças promocionais, pois oficialmente a empresa Time 4 Fun não oferece nada!

Em resumo, são uns bons FDP. Mas dependemos desse tipo de empresa carniceira para ver mais uma vez Paul McCartney no Brasil. E vida que segue.