
Paul McCartney está novamente na linha de frente do ativismo vegetariano. O ex-Beatle, junto com as filhas Mary e Stella, assinou uma carta aberta pedindo que a União Europeia rejeite a proposta de proibir termos como “salsicha”, “hambúrguer”, “bife” e “escalope” em produtos à base de plantas.
A regra, já aprovada pelo Parlamento Europeu em outubro, quer reservar esses nomes exclusivamente para carnes de origem animal. Se a Comissão Europeia confirmar a decisão ainda esta semana, produtos como salsicha vegana ou hambúrguer de soja terão que mudar de nome em todo o bloco.
Na carta divulgada pelo The Times, Paul e os demais signatários (incluindo o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn) argumentam que a medida é desnecessária e prejudicial:
“Os consumidores já entendem perfeitamente quando um produto é ‘vegetariano’, ‘vegano’ ou ‘à base de plantas’. Proibir esses nomes tradicionais só vai atrapalhar o crescimento do mercado plant-based e as metas de sustentabilidade da própria Europa.”
Mesmo fora da UE após o Brexit, o Reino Unido ainda segue muitas regras alimentares europeias por causa do comércio, e a mudança poderia afetar marcas como a Linda McCartney Foods, fundada por Paul em 1991 e pioneira em salsichas e hambúrgueres vegetarianos.

A campanha tem apoio de entidades como a Vegetarian Society e de dezenas de eurodeputados que tentam reverter a decisão na votação final. Enquanto isso, o lobby da indústria pecuária comemora a proposta como “proteção aos produtores tradicionais”.
Paul, vegetariano desde 1975 e criador do Meat Free Monday, resume o recado: “Não precisamos de mais burocracia para saber o que estamos comendo. Precisamos de mais opções saudáveis e sustentáveis.”
A decisão sai nos próximos dias. Se a decisão for em favor dos vegetarianos/veganos, Macca terá conseguido mais uma vitória pela causa.
Fontes: The Independent, The Guardian, People.












José Carlos Almeida
Fernando França