Beatlemania Nacional BH Beatleweek 2017

Saiba o que rolou de melhor na BH Beatle Week 2017

Aposto que todos que presenciaram a BH Beatle Week 2017 ainda estão na transição entre o sonho e a realidade! Comigo não é diferente e, antes que a vida dura e corrida nos consuma, resolvi fazer um apanhado do que pude perceber de melhor nessa edição, por muitos considerada a mais quente de todas. (Por JC)

 

1 – A Maior!
Sem dúvida nenhuma a BH Beatleweek é o maior evento beatlemaníaco das Américas. Isso mesmo! Segundo os “entendidos” (calma, não é nada disso que você pensou! Estou falando daquele pessoal que viaja todo ano para eventos como Beatleweek Liverpool e Abbey Road On The River, nos EUA), a BH Beatleweek só perde para a original, o que a transforma no segundo maior evento do mundo, superando até as iniciativas dos estadunidenses e japoneses. Os critérios citados são: o tratamento all-starr dado às bandas, a qualidade de som e luz nos palcos, a animação do público e a qualidade das atrações musicais.

 

2 – Aggeu Marques
Esse é o cara reverenciado por todos, uma verdadeira unanimidade. Todos fazem questão de agradecê-lo entusiasticamente por, mesmo não tendo lucro (e até mesmo pagando do próprio bolso) realizar incansavelmente esse evento absurdo para deleite de todos. São centenas de abraços, agradecimentos, elogios e até “bença, padinho”. E o melhor, cada palavra de carinho e admiração é merecida! Dessa vez ele atuou bem menos como músico, se limitando a uma apresentação magistral, acompanhado da fantástica The Yesterdays, mais algumas canjas em shows de outros artistas. Mas é o sol que brilha perene, aquecendo os corações de todos. Vamos falar de política? Então vou lançar logo minha campanha: AGGEU MARQUES PRA PRESIDENTE 2018!

 

3 – Os clones: Gary Gibson e Ringer Star
O sempre simpático Gary, embora tenha feito uma apresentação impecável e emocionante, dessa vez se manteve mais recluso do que no ano passado, passando mais tempo no seu quarto de hotel e menos em contato com o público. Segundo Aggeu, Gary estava poupando sua garganta, que encontra-se temporariamente com uma pequena rouquidão (perceptível no show). O papel “simpatia em pessoa” dessa vez foi de Ringer, que era a alegria em pessoa. Impressionantemente parecido com o nosso Ringo, ele era só sorrisos, sempre brincando com um e com o outro, com seus dedos erguidos em “Peace and Love”. Na verdade, até aprendeu a falar “Paz e Amor” em português mesmo.

 

4 – Ouro Minas Hotel
Essa é a casa da BH Beatleweek, que esse ano aconteceu praticamente toda nas suas dependências (Lounge do Hotel, Teatro Ouro Preto e Salão Centenário). Impossível não ficar admirado com o luxo e a beleza do lugar, mas o Ouro Preto também é marcante por ser uma empresa extremamente organizada, com equipe de primeira, mantendo tudo funcionando de maneira perfeita. Os banheiros são limpíssimos, a comida uma maravilha, os quartos um luxo só. É o apoio perfeito para um evento da magnitude de uma BH Beatleweek.

 

5 – Cerveja Bruder
Foi a patrocinadora da BH Beatle Week, um apoio importantíssimo que, espero, se repita nos anos seguintes. E além de tudo, a cerveja mesmo, o sagrado elixir da sabedoria, é uma maravilha! Aquela edição feita especialmente para a BH Beatle Week é provavelmente a cerveja mais saborosa que eu já bebi. Quem gosta da coisa tem que provar uma Bruder pelo menos uma vez na vida – e garanto que não ficará só em uma!

 

6 – Equipe
A BH Beatle Week nunca seria tão perfeita sem o trabalho de uma equipe experiente e bem afinada, com a participação de verdadeiros empreendedores, como Bernardo Cançado, o cara das redes sociais, transmissões ao vivo, além de ser o conselheiro com quem Aggeu sempre pode contar; Paola a garota que agita tudo entre os músicos, desde as passagens aéreas até as participações de cada um; Celso, o publicitário que é o pai do padrão visual da BHBW em todas as edições; Jeová, que dessa vez teve uma participação mais reduzida (“para finalmente poder curtir mais o evento”, segundo ele me disse) e mais algumas pessoas cujos nomes não me ocorrem, por causa da uma memória afetada pela emoção.

 

10 destaques musicais da BHBW2017
Vou falar aqui daqueles músicos que, em consenso, foram aqueles que realmente fizeram a diferença dessa vez.

  • BGirls, com a aparentemente frágil baterista, mas que é um verdadeiro fenômeno. Com suas viradas, repiques, aceleradas e desaceleradas, improvisos, variações e porradarias, se tornou a pessoa que deixou todos em uma espécie de transe hipnótico. Acredito que a quase totalidade do público nunca viu um fenômeno no instrumento tão de perto. A menina toca Jazz, Rock, Heavy e até Samba! Absolutamente incrível difícil até de descrever, impossível de prever para quem observa aquela figurinha linda e aparentemente frágil que, quando está com as baquetas nas mãos, encarna mestres como Buddy Rich, Keith Moon e John Bonham. Quem viu, há de concordar comigo: ela foi o destaque instrumental da BHBW 2017.
  • Lenny Jay fez participação em 3 músicas do show de Aggeu Marques, “The Girl Is Mine”, “The Man” e “Say Say Say”, sempre no papel de Michael Jackson. Só que não era um Mijac qualquer! O cara, além de ser idêntico, tem uma voz incrivelmente parecida com o original, dança e tem um gestual perfeito! O público ficou estupefato com a surpresa e, após o show, foram centenas de pedidos de fotos, sempre atendidas com uma imensa dose de simpatia. O sujeito é um verdadeiro astro em BH e comanda provavelmente o melhor show cover de Michael Jackson do Brasil. E o melhor: Aggeu prometeu um show completo dele para a próxima BHBW!

  • Ringer Star merece ser citado em especial. Além de cantar e tocar bateria muito bem e ser realmente parecido com Ringo Starr, estava acompanhado por uma banda perfeita (a Blues Beetles, do Rio de Janeiro) e realizou um sonho que todo beatlemaníaco acalenta, mas o verdadeiro Ringo inexplicavelmente se recusa a realizar: “Octopus’s Garden” ao vivo.

  • Sebastian, o Paul McCartney da chilena Nowhere Band é sempre um cara muito bacana fora do palco. Mas lá em cima o cara impressiona! Toca baixo, piano e canta maravilhosamente, além de ser incrivelmente parecido com Paul McCartney na fase “Rock Show” (Wings, early seventies). Não à toa, provavelmente a NB foi a recordista em apresentações: tocou 3 vezes nessa edição da BHBW – além, é claro, de já estar participando da sua quinta BHBW, consecutivamente. E aproveito para destacar também a excelente execução de “Let It Down”, do George, no primeiro show da NB, esta cantada pelo “George” da banda.

  • Lindsay e Isaac, em meio à sonzeira hard que reinou no festival, acabaram encantando o público por justamente fazer o contrário: um som acústico, suave, delicado, calmo (com a bela voz da garota acompanhada pelo violão magnificamente tocado pelo rapaz) – mas às vezes também pulsante, quando acompanhados pelos conterrâneos do Sonido Club.

  • Sonido Club, um duo vindo de Floripa, também merece menção. Com apenas 2 integrantes, fazem um som incorpado e rico, pois são multi instrumentistas que cantam e tocam mais de um instrumentos de cada vez. Um deles é capaz de cantar, tocar guitarra e fazer o baixo com os pés, num equipamento incrível!

  • Na guitarrice, os dois fodões dessa vez foram o já consagrado Lucas, do 3 of Us, uma espécie de médium, que se transforma num Eric Clapton envenenado quando começa a solar, além do Danilo Fioni, dos Blues Beetles, que tocou impecavelmente bem as partes de slide no espetáculo dedicado ao repertório de George Harrison.

  • E sem tocar ou cantar uma só nota, Lizzie Bravo sempre encanta a todos nos bastidores, com sua ilimitada simpatia ao contar as inesgotáveis histórias do seu convívio com os Beatles nos anos 60. Foram dezenas de “rodinhas” de fãs, alguns perguntando, outros ouvindo silenciosamente, pedindo fotos, folheando o seu magnífico livro. Sem falar que nos principais shows, Lizzie prestou um inestimável serviço que foi transmitir ao vivo para as redes sociais, tornando-se um dos disseminadores da BHBW para o resto do mundo, em tempo real. Literalmente uma presença de peso na BH Beatleweek!

  • The Callangles Rock Band é aquela coisa: mesmo que já viu a banda tocar várias vezes acaba se surpreendendo com o repertório de mashups, sempre tocados e cantados com um peso incrível e arranjos que dão um nó na cabeça das pessoas. Cumprem muito bem a missão de “tirar todos da sua zona de conforto”, mostrando que os Beatles estão presentes nas obras de todas as outras bandas de Rock consagradas. Suas duas apresentações foram transmitidas na íntegra por Lizzie Bravo e estão disponíveis no Facebook!

  • E por último, cito Aggeu Marques, muito provavelmente o melhor Paul McCartney do Brasil, com sua voz linda, suas piadas engraçadíssimas e a emoção à flor da pele (ele chegou a chorar de verdade, após cantar “My Valentine” para a sua esposa, sentada na primeira fila). Isso além de tocar pra caráleo e contar com o acompanhamento de uma das melhores bandas do mundo, The Yesterdays.

 

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